Forças Armadas no Rio

Por Daniel Aurélio | Adaptação web Tayla Carolina

Não é segredo para ninguém que, sob todos os aspectos, a situação no Rio de Janeiro é caótica. Até os noticiários mais chapa-branca não podem esconder a falência do estado.

Isso se refletiu nos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, quando Mangueira, Beija-Flor e a Paraíso do Tuiuti apresentaram enredos com fortíssimas críticas sociais e econômicas.

A Tuiuti destacou-se por colocar o dedo na ferida e até apresentar alas com críticas à reforma trabalhista, à perpetuação dos mecanismos de exploração dos trabalhadores e até um integrante caracterizado como “Vampiro Neoliberalista”, em referência inquestionável ao presidente Michel Temer.

Dois dias depois do resultado da apuração do Carnaval 2018, consagrando Beija-Flor e Tuiuti, respectivamente campeã e vice, Temer procurou jogar uma cortina de fumaça na sua impopularidade e apelar para o medo da população, anunciando uma intervenção militar na segurança do estado do Rio de Janeiro, apoiada pelas pessoas mais por desespero do que por consciência crítica serena.

Já aconteceram outras operações com o suporte das Forças Armadas, mas uma iniciativa dessa natureza não ocorria no país desde antes da promulgação da Constituição de 1988.

Obviamente, a presença do interventor fardado general Walter Braga Netto, com status na segurança pública equivalente ao de Luiz Fernando Pezão nas demais áreas, traz a lembrança das trágicas presenças dos militares no poder ao longo da história do Brasil.

No entanto, tal intervenção está prevista na Constituição, o que lhe confere legalidade, mas não necessariamente legitimidade.

 

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